A carta de apoio ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, assinada por 13 ex-ministros da Corte, teve como idealizadora a ex-ministra Ellen Gracie, primeira mulher a ocupar um assento no tribunal. A informação foi apurada pelo jornalista Eduardo Oinegue, âncora do Jornal da Band.
O documento, enviado a Fachin por meio de aplicativo de mensagens, expressa solidariedade à presidência e cobra medidas firmes para o enfrentamento da crise institucional que paralisa os trabalhos do plenário. Em gesto paralelo, o ex-ministro Carlos Mário da Silva Velloso contactou o presidente do STF por telefone para manifestar indignação com o cenário atual.
Três ex-magistrados consultados — Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski — optaram por não assinar o manifesto. Analistas jurídicos destacam a excepcionalidade da manifestação conjunta, caracterizada pela objetividade e clareza posicional de juristas aposentados.
A crise no STF atinge a rotina deliberativa do tribunal, impedindo a realização de sessões de julgamento e votações de pautas da Corte. O grupo de signatários reforça a necessidade de preservação da estabilidade e autoridade das decisões do Judiciário.