O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de "Bolsonarinho" e disse que a família dele se vende como "antissistema", mas faz "a pior política no país" há 30 anos.
A declaração foi dada no encerramento do 8º congresso do PT, que aconteceu neste domingo (26). Haddad foi o penúltimo a falar, logo antes do presidente do partido, Edinho Silva. Ele também falou que "a reeleição de Lula é um imperativo" para o PT e para o Brasil.
O ex-ministro da Fazenda afirmou que os bolsonaristas "fizeram o diabo, mobilizaram a PRF para impedir eleitores do Nordeste de irem votar, distribuíram auxílio com dinheiro que não existia para tentar reverter o voto de pessoas".
"Não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro deste ano. Reeleição de Lula é um imperativo para o nosso futuro. Lula vai concorrer com o 'Bolsonarinho', o filho do Jair Bolsonaro, uma família que só entregou caos ao país. Eles se vendem como antissistema, mas estão há 30 anos fazendo a pior política no país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia", disse.
Haddad afirmou que é preciso "trabalhar todos os dias pela reeleição do presidente Lula". Ele comentou também que a idade avançada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um "ativo" e um "patrimônio".
"Seus 80 anos [de Lula] são um ativo. Toda experiência de uma vida, sempre do lado certo da história, sem negociar princípios e valores. Isso é um patrimônio", afirmou.