A declaração ocorreu em entrevista ao programa Alô, Alô Brasil, da Rádio Nacional, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena. Questionado sobre o encontro com Lula, Haddad disse que a conversa ainda não tem data definida, mas indicou que a realização depende da agenda do presidente.
Ela não foi marcada ainda. Será marcada conforme o presidente anunciou. Eu acredito que deve acontecer esta semana, a depender da agenda do presidente
Ministro evita cravar candidatura
Haddad evitou dizer se aceitaria ser candidato ao governo paulista. Ele argumentou que não pretende antecipar o conteúdo de uma reunião que ainda nem foi formalmente marcada e ressaltou que o governo trabalha com antecedência na definição do quadro eleitoral.
Eu não vou me antecipar a uma reunião que não aconteceu ainda. Estamos fazendo isso com todo o cuidado e com muita antecedência. Nós temos essas duas, três semanas para discutir melhor o cenário e verificar em que posição cada um pode ajudar mais e colaborar com esse projeto de reconstrução do País
Projeto coletivo e crítica à ansiedade
Ao comentar o próprio papel nas eleições, o ministro afirmou que está comprometido com um projeto coletivo e que não busca protagonismo individual. Segundo ele, a escolha dos nomes para a disputa seguirá uma espécie de "escalação" que considere onde cada liderança pode contribuir mais.
Estou ligado a um projeto, para mim não existe 'voo solo'. Tenho um propósito de ajudar a acabar com a desigualdade no País, e a ansiedade é inimiga da política
São Paulo no centro da estratégia do PT
A possível candidatura em São Paulo é considerada estratégica para o PT, que tenta recuperar espaço no maior colégio eleitoral do país. O partido não governa o Estado desde 1994, e o próprio Haddad já disputou o governo paulista em 2018, quando perdeu para João Doria (PSDB) no segundo turno.