Internado em UTI do hospital DF Star, Jair Bolsonaro permanece com boa evolução, segundo boletim médico divulgado no início da tarde de hoje. Se mantiver evolução satisfatória, o ex-presidente deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas, diz boletim assinado por sua equipe médica.
O que aconteceu
Boletim médico diz que Bolsonaro permanece estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências. O ex-presidente continua com tratamento endovenoso com antibióticos, suporte clínico intensivo e fisioterapias respiratória e motora.
Alta da UTI é prevista nas próximas 24 horas. De acordo com a equipe médica, Bolsonaro deverá deixar a terapia intensiva nesse período, caso mantenha a evolução clínica satisfatória.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou hoje favorável à transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Parecer favorável não garante domiciliar, e decisão agora cabe a Alexandre de Moraes, do STF.
Hoje completam-se dez dias desde a internação. Bolsonaro foi levado ao hospital no dia 13 após passar mal durante a madrugada.
Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral. A infecção atinge os dois pulmões.
Segundo os médicos, o quadro teve origem aspirativa. Isso ocorre quando conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo causar infecção.
No início do tratamento, a equipe utilizou dois antibióticos. Como não houve resposta suficiente, um terceiro medicamento foi introduzido.
Após o ajuste, Bolsonaro passou a apresentar melhora clínica. Houve redução dos marcadores inflamatórios e melhora de sintomas como falta de ar.
Na quarta passada, o cardiologista Brasil Caiado afirmou que os pulmões apresentaram evolução. Exames mostraram melhora nos dois lados, mas com recuperação mais evidente no pulmão direito. Segundo ele, o pulmão esquerdo ainda apresentava comprometimento moderado. O médico explicou na ocasião que a infecção começava a regredir antes do processo inflamatório, que tende a melhorar de forma mais lenta.
Veja o histórico dos boletins:
13 de março (dia da internação) - Bolsonaro deu entrada no hospital com queda na saturação de oxigênio. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral e ele iniciou tratamento com antibióticos intravenosos.
14 de março - Boletim médico informou que o quadro era estável, mas houve piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios no sangue.
15 de março - Médicos registraram melhora da função renal, mas nova elevação dos marcadores inflamatórios. Diante disso, a equipe decidiu ampliar a cobertura de antibióticos.
16 de março - Boletim apontou melhora clínica, com recuperação da função renal e redução parcial dos marcadores inflamatórios.
17 de março - Novo boletim indicou evolução positiva, com melhora dos exames de imagem e queda mais acentuada dos marcadores inflamatórios.
18 de março - Boletim manteve a tendência de melhora, com resposta contínua ao tratamento.
19 de março - Boletim apontou boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com manutenção da resposta ao tratamento.
20 de março - Boletim manteve boa evolução clínica e laboratorial. Segue o uso de antibioticoterapia endovenosa.
21 de março - Boletim apontou que Bolsonaro segue melhorando na UTI. Também iniciou tratamento odontológico após dor na mandíbula.
22 de março - Boletim apontou quadro de estabilidade, mas sem previsão de alta.