Política

INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em 12 meses

11 set 2026 às 12:43

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Foi a menor taxa registrada pelo indicador desde setembro de 2022, quando também ficou em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o INPC registra alta de 3,98%.


Em julho, o índice havia apresentado deflação de 0,01%. Em agosto de 2025, o resultado tinha sido de -0,21%.


Conta de luz ajuda a puxar índice para baixo


O grupo habitação foi o principal responsável pela queda do INPC em agosto. A categoria registrou recuo de 2,17%, com impacto de -0,38 ponto percentual no índice geral.


O resultado foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de energia elétrica dos consumidores no mês passado.


INPC influencia reajustes de salários


O INPC é utilizado como referência para o reajuste de salários de diversas categorias, principalmente por meio do acumulado dos últimos 12 meses.


O indicador também participa do cálculo de benefícios. O salário mínimo, por exemplo, considera o resultado do INPC de novembro. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios acima do salário mínimo são reajustados com base no INPC acumulado até dezembro.


Diferença entre INPC e IPCA


O IBGE também divulgou nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que registrou deflação de 0,32%.


A principal diferença entre os indicadores está na faixa de renda das famílias consideradas. O INPC mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, enquanto o IPCA considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.


Com o salário mínimo atualmente em R$ 1.621, o INPC acompanha os preços de 367 produtos e serviços, dez itens a menos que o IPCA.


Os dois índices também atribuem pesos diferentes aos produtos e serviços. No INPC, por exemplo, alimentos representam cerca de 25% da composição, enquanto no IPCA a participação é de aproximadamente 21%. Isso ocorre porque famílias de menor renda destinam uma parcela maior do orçamento à alimentação.


Em contrapartida, itens como passagens aéreas têm peso menor no INPC do que no IPCA.


Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é acompanhar as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada de menor rendimento, servindo como referência para a correção do poder de compra dos salários.

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