Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Lula e Bolsonaro elevam tom da polarização no país

10 nov 2019 às 09:37
Por: Estadão Conteúdo

O segundo dia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da prisão deu o tom do acirramento da polarização política no País e do papel que o petista deve ocupar na oposição ao governo Jair Bolsonaro. Discursando para apoiadores em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, Lula ligou Bolsonaro a milicianos, chamou o ministro da Economia Paulo Guedes de "destruidor de sonhos" e voltou a dizer que o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro é "mentiroso".

Ao deixar o Palácio do Alvorada, ontem de manhã, 9, para comparecer a um churrasco no setor militar de Brasília, Bolsonaro comentou a soltura do petista pela primeira vez. "Está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas", disse. "Não vamos dar espaço e nem contemporizar para um presidiário", afirmou. Nas redes sociais, o presidente pediu que seus simpatizantes não dêem "munição ao canalha, que momentaneamente está livre". Enquanto Lula discursava no ABC, Bolsonaro tomava sorvete na Praça dos Três Poderes.

Responsável por condenar Lula por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, o agora ministro Moro também recorreu às redes sociais para responder aos ataques que tem sofrido de Lula nos dois últimos dias. "Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas", escreveu. Em seu discurso, Lula lembrou que Bolsonaro disse anteontem que deve sua eleição a Moro.

A polarização também ficou clara nas manifestações contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar o cumprimento da pena após prisão em segunda instância. Aliado de Bolsonaro, o empresário Luciano Hang, dono da rede lojas Havan, atacou a esquerda ao discursar, na Avenida Paulista. "A esquerda destruiu o Brasil."

Ao longo do discurso, Lula citou os protestos populares que tomaram as ruas do Chile nas últimas semanas contra a política econômica do governo para criticar Guedes. "O Chile é o modelo de país que o Guedes quer fazer aqui. Os aposentados lá estão morrendo." O ministro não comentou as declarações. "Duvido que Bolsonaro durma com a consciência tranquila. Duvido que o ministro dele destruidor de sonhos do povo brasileiro durma bem", afirmou o ex-presidente.

Outras notícias

Celso de Mello diz que Senado cometeu grave equívoco institucional

Jorge Messias é rejeitado como novo ministro do STF após votação no Senado

Jorge Messias é aprovado em comissão do Senado para integrar STF

Pela manhã, Bolsonaro se reuniu com o comando militar para avaliar o cenário após Lula ter deixado a prisão. Entre os militares, a avaliação é que não há sinais de movimentações atípicas, mas há a preocupação de que o discurso de Lula possa incitar a violência.

Marielle

Lula afirmou que a eleição de Bolsonaro deve ser respeitada, mas cobrou o presidente sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e sobre a investigação que envolve o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou para Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia do Rio. "Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cara foi eleito democraticamente e nós aceitamos isso, mas ele (Bolsonaro) foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para os milicianos do Rio de Janeiro."

Como já havia feito ao deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, Lula criticou a força-tarefa da Lava Jato. Dessa vez, acusou o procurador da República Deltan Dallagnol, de "montar uma quadrilha para tomar dinheiro da Petrobrás e das empreiteiras". Não existe nenhuma acusação ou investigação contra Dallagnol sobre crimes. O procurador é alvo de procedimentos disciplinares administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público sobre comentários feitos por ele contra políticos. Dallagnol não comentou os ataques ontem.

Próximos dias

O ex-presidente voltou a afirmar que pretende rodar o País ao lado de Fernando Haddad, candidato derrotado do PT à Presidência, da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e de "companheiros" de outras legendas, como PSOL e PCdoB. Ele determinou a seus colaboradores um levantamento aprofundado de números sobre emprego, renda e condições de vida dos brasileiros desde que o PT deixou o governo. Os dados devem embasar o pronunciamento que ele pretende fazer no Congresso do PT, entre os dias 22 e 24, quando deve subir mais um degrau na polarização com Bolsonaro.

"Lula está com o foco na defesa da qualidade de vida das pessoas", disse Gleisi. Segundo ela, a libertação de Lula e a forma como ele se colocou contra Bolsonaro já no segundo dia fora da prisão representam um salto para a oposição. A ideia é que Lula adote um discurso focado na realidade das pessoas, especialmente na economia, para se reconectar com seu eleitorado. Além disso, Lula pediu a auxiliares que examinem uma agenda de viagens para o exterior. "Estou de bem com a vida e vou lutar por esse País." Ao final do discurso, o petista antecipou a discussão sobre eleições em 2022: "Se nós trabalharmos direitinho, em 2022 a chamada esquerda que o Bolsonaro tanto tem medo vai derrotar a extrema direita." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Câmara instala comissão para analisar PEC do fim da escala 6X1

Política
Imagem de destaque

Indicado ao STF, Jorge Messias é sabatinado pela CCJ do Senado nesta quarta

Política

Voo do ministro André Mendonça atrasa por manutenção não programada em São Paulo

Política

Apenas 3% de presos provisórios conseguiram votar nas últimas eleições

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

AGORA: Congestionamento de três quilômetros na BR-369 após tombamento de caminhão na pista

Brasil e mundo
Brasil

Jararaca é encontrada em piscina de bolinhas de restaurante; veja vídeo

Cidade
Londrina e região

Polícia Civil descarta culpa de escola em morte de aluno por engasgo em Londrina

Paraná
Paraná

Foragido da Comarca de Apucarana é suspeito de envolvimento no sumiço de primas

Brasil e mundo
Brasil

Para não perder moto em blitz, homem joga gasolina no veículo e acaba incendiando a própria mãe

Podcasts

Podcast PodBrevis |EP 4| Regularização Fundiária e Segurança Jurídica | Rosângela Lantmann

Café com Edu Granado | EP 74 | Educação Confessiona | Ana Flávia Maniaes

​ @TanoPod | Pod Sem Cerimônia | EP 3 | Emagrecimento Consciente e Saúde Integral | Dan Nakamura

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.