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Lula se diz satisfeito após reunião com Trump e avalia temas discutidos

Presidente brasileiro avaliou o encontro de 3 horas com Donald Trump nesta quinta-feira
07 mai 2026 às 20:42
Por: Band
Ricardo Stuckert 7.mai.2026/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Sila (PT) avaliou como muito positivo o encontro com o líder americano, Donald Trump, ocorrido nesta quinta-feira (7), em Washington, nos Estados Unidos. Segundo Lula, estiveram em pauta o comércio bilateral, o combate ao crime organizado e a exploração de minerais raros.


Lula ainda brincou sobre a foto tirada ao lado de Trump e afirmou que pediu para o presidente americano sorrir e ficar mais leve. O petista também falou sobre a Copa deste ano, que será realizada nos EUA, México e Canadá. “Falei pra ele: 'Por favor, não cancela o visto dos jogadores brasileiro”. Segundo Lula, Trump riu.


“Eu saio muito satisfeito da reunião. Acho que foi importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Nós não temos veto, não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível”, disse Lula.


Veja abaixo o que o presidente Lula falou sobre cada um dos principais assuntos debatidos no encontro.


Comércio bilateral


“Os Estados Unidos sempre foram o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2008 isso mudou, com o interesse da China nos produtos brasileiros. E o Brasil passou a ter na China o seu principal parceiro comercial. Falei ao presidente Trump que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil.

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Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais para fazer uma rodovia, uma ferrovia, e os Estados Unidos não participam da licitação. Quem participa são os chineses.


Eu disse para ele que, durante um bom tempo, tanto os Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhavam para a América Latina com o olhar de combate ao narcotráfico, como a União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu.


Mas, agora, as pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado. Por isso, que nós fechamos o acordo União Europeia-Mercosul, com Singapura, e, por isso, que nós queremos fechar o acordo do Mercosul com o Canadá, com o Japão, porque isso dá uma dimensão de defesa do multilateralismo contra o unilateralismo colocado em prática pela taxação do presidente Trump."


Crime organizado


"Eu disse ao presidente, muitas vezes, que os Estados Unidos falavam em combater o crime organizado, tráfico de drogas, tentando ter base militar dentro dos outros países, quando, na verdade, para combater o plantio e fabricação de drogas, é preciso que a gente crie alternativa econômica para esses países.


Como que você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de produto para que as pessoas possam plantar e ganhar dinheiro? Tem que incentivar o plantio de outras coisas e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Se não, enquanto houver gente necessitada de recursos e houver consumidor, não vamos parar de ter um mundo cheio de droga.


É importante... Eu disse para ele que nós estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, com todo o país da América Latina, e quem sabe com todos os países do mundo, para criar um grupo forte de combate ao crime organizado. Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado. É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos."


Minerais críticos e terras raras


"Eu disse ao presidente Trump que nós fizemos uma coisa extraordinária aprovando na Câmara, ontem, a lei sobre a questão dos minerais críticos, assim como aprovou a criação de um conselho sob a coordenação da Presidência da República para tratar os minerais críticos como uma questão de soberania nacional, para que a gente possa compartilhar o potencial do Brasil, que ainda é pouco conhecido.


Nós só temos conhecimento de 30% do nosso território e, agora, nós temos a obrigação de termos conhecimento de 100% do território a compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil. Nós não temos preferência, queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas, quem quiser participar conosco da exploração dessa riqueza."

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