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PF investiga Jordy e Sóstenes Cavalcante por aluguel em locadora fantasma

Investigação aponta suposto desvio de cotas parlamentares mediante uso de notas frias e empresa administrada por assessor; deputados do PL negam irregularidades
21 dez 2025 às 09:43
Por: Band
Foto: PF

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares envolvendo os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL. A suspeita central recai sobre o aluguel de veículos em uma locadora que, segundo as diligências, funciona como uma empresa fantasma em Brasília. 


O Jornal da Band apurou que o endereço registrado para a empresa Harue Locação de Veículos, que mudou o nome fantasia para Alfa Rent Car, não abriga nenhuma atividade comercial de locação.


De acordo com as investigações da PF, o esquema operava por meio de assessores que firmavam contratos com a locadora por serviços que nunca eram prestados. Os parlamentares pagavam as faturas e, posteriormente, solicitavam o reembolso à Câmara dos Deputados utilizando notas frias. 


O monitoramento do Portal da Transparência da Câmara confirma pagamentos realizados pelos gabinetes de Jordy e Sóstenes mesmo após a alteração do nome da empresa.

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Estrutura e administração da locadora


As autoridades identificaram que a empresa está oficialmente em nome de uma mulher que recebeu auxílio emergencial no valor de R$ 4.500 nos últimos anos. No entanto, a Polícia Federal aponta que o verdadeiro proprietário da locadora seria um assessor de Carlos Jordy, sendo o negócio administrado por familiares deste funcionário.


A PF também detectou movimentações financeiras atípicas, com saques e depósitos estruturados em valores inferiores a R$ 10 mil. Essa prática, segundo os investigadores, tem como objetivo principal burlar os mecanismos de controle e dificultar o rastreamento da origem e do destino do dinheiro público desviado.

Defesa e justificativas sobre valores apreendidos


Durante as operações, a Polícia Federal encontrou R$ 430 mil em espécie, em notas de R$ 100, no flat utilizado por Sóstenes Cavalcante em Brasília. O parlamentar justifica que o montante é proveniente da venda de um imóvel, mas não apresentou os documentos comprobatórios da transação à imprensa.


Em declaração, Sóstenes afirma que está seguindo orientações jurídicas. "A recomendação jurídica é de que primeiro apresente aos autos, e assim que os advogados autorizarem, terei o maior prazer para mostrar à imprensa. Não tenho nada a esconder", declara o deputado. A defesa do parlamentar, procurada para detalhar os prazos de esclarecimento, não enviou resposta até o momento.


Carlos Jordy nega qualquer irregularidade em seus contratos. A Polícia Federal agora busca aprofundar as provas por meio da quebra dos sigilos fiscal e telefônico dos dois deputados para identificar a extensão do suposto esquema e o destino final dos recursos das cotas parlamentares.

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