A cúpula do PT (Partido dos Trabalhadores) enfrenta um embate interno sobre qual deve ser a estratégia prioritária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na etapa decisiva do segundo turno das eleições. Aliados avaliam que a campanha precisa reformular a comunicação para ampliar a votação do candidato e atrair eleitores indecisos.
De um lado, uma ala defende maior engajamento digital do presidente, com conteúdos direcionados para disputar espaço nas redes sociais. Por outro lado, interlocutores sustentam que o foco de Lula deve permanecer na presença física nas ruas, concentrando o discurso em temas como segurança pública e preço dos alimentos, enquanto a atuação digital ficaria a cargo de lideranças progressistas.
As divergências vieram à tona durante uma reunião de emergência realizada na segunda-feira (6), em Brasília, marcada por cobranças direcionadas à equipe de comunicação do governo e da campanha. A expectativa da coordenação é construir um modelo híbrido, combinando a mobilização presencial com uma articulação digital mais agressiva.