Política

Rony Alves volta à Câmara e nega ter pedido propina em mudanças de zoneamento

03 out 2019 às 16:54

O réu na operação ZR-3 Rony Alves (PDT) voltou, após um ano e oito meses de afastamento, a exercer a função de vereador na Câmara de Londrina. 

Ele compareceu à sessão desta quinta-feira (3) e alegou inocência de todas as acusações feitas contra ele no âmbito da operação ZR3, que investigou cobrança de propina por parte de agentes públicos para aprovar mudanças de zoneamento na cidade. 

"O sentimento que eu retorno é o sentimento de justiça sendo feita. Jamais deveríamos ter saído porque nunca fizemos qualquer ato que significasse a nossa retirada dessa casa", afirmou Rony em entrevista coletiva. O vereador reassume o cargo no lugar de Tio Douglas, que era suplente.

Rony negou ainda que atuará com "revanchismo" contra os 12 vereadores que votaram pela cassação dele e de Mário Takahashi (PV), que também se tornou réu na ZR-3, após a abertura de uma Comissão Processante por quebra de decoro. A votação terminou com 12 votos favoráveis à cassação, um a menos do que o necessário para o encerramento dos mandatos. 

Operação ZR-3

Rony Alves responde pela acusação de receber vantagens indevidas para facilitar o andamento de processos de zoneamento. A ex-presidente do IPPUL, Maria Inês Dequech, os empresários Homero Wagner Fronja e Vander Mendes Ferreira, além de Cleuber Moraes, que também era membro do Conselho Municipal das Cidades, são acusados de envolvimento no caso. O Ministério Público aponta para crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva.