Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS

Ações regressivas aumentaram doze vezes em 3 anos
17 fev 2026 às 10:10
Por: Band
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).


Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.


Caso de Marília


No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.


A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.


Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Outras notícias

Davi Alcolumbre promulga PL da Dosimetria e pode beneficiar Bolsonaro

PF descobre como mesada milionária para Ciro Nogueira escapava do radar

Dino pede vista e STF suspende julgamento sobre royalties do petróleo


Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.


Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.


"A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade".


A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.


"Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte".


Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.


Para Adriana Venturini, essa política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.


"A ideia é que tenha um impacto preventivo e pedagógico, pensando na perspectiva da cultura de responsabilização integral".


A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro

Política
Imagem de destaque

Lula se diz satisfeito após reunião com Trump e avalia temas discutidos

Política

Mesada e viagens internacionais: veja o que PF diz sobre Ciro Nogueira

Política

Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Pais vão sepultar filha e descobrem que ossada da irmã sumiu

Cidade
Londrina e região

Paciente com suspeita de hantavirose é atendida em Londrina

Cidade
Londrina e região

Blitz do Maio Amarelo apreende veículos irregulares em Londrina

Esportes
Brasil

Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia (RJ) após 2 meses foragido

Cidade
Londrina e região

Vereadores vistoriam obra de R$ 37 milhões parada em Londrina

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 76 | Inovação, Marketing e Franquias | Jp Albuquerque

Podcast Fala Advocacia| EP 12 |Saúde Mental Materna e os Direitos das Mulheres

Angélica Duarti Talks | EP 6 | Ciência e Estética do Sorriso | Angélica Venâncio

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.