Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Toffoli pede isolamento, prevê endividamento e sugere Estado indutor da economia

03 abr 2020 às 14:35
Por: Estadão Conteúdo

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, voltou a falar sobre o isolamento social na manhã desta sexta-feira, 3, o qual classificou como "fundamental" no atual momento da pandemia do novo coronavírus. Toffoli ainda destacou a importância do diálogo e do uso de orientações técnicas em meio à crise da covid-19 e destacou: "temos que ter a consciência de que o Estado, como todos os países do mundo, vai ter que se endividar e aumentar a atuação como indutor da economia e como agente social para as pessoas mais vulneráveis".

As declarações foram feitas durante webinar promovido pelo site Jota. Ao fazer a indicação sobre a atuação do Estado em meio a pandemia, Toffoli abordava a decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes que relaxou exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em relação à criação e expansão de programas para o combate ao novo coronavírus. "O parlamento e Supremo têm dado decisões para facilitar o trabalho do Estado nessa realidade (da pandemia)", afirmou Toffoli.

Segundo o presidente do Supremo, é preciso ter "calma, serenidade, muito diálogo" para enfrentar o que considera "um dos piores momentos da história da humanidade".

Ao longo de sua fala, o ministro destacou por vezes a importância do uso de orientações técnicas nas decisões relacionadas ao combate à pandemia, e apontou que neste momento é "fundamental seguirmos as orientações de isolamento máximo possível se não vamos ter um impacto no sistema de saúde". Toffoli disse ainda que também é preciso "pensar na saída diagonal", indicando que o Estado e o setor produtivo tem que se equipar e estabelecer protocolos técnicos.

"Nem é a questão horizontal nem a vertical. Vai chegar um momento que vamos ter que sair pela diagonal. Vamos ter que usar orientações técnicas, preparar outras áreas para ir saindo disso. A humanidade não vai ficar o resto da vida dentro de casa", disse Toffoli.

Outras notícias

Ministro diz que país não quer apenas exportar minerais críticos

Beber e dirigir pode custar R$ 29 mil e 10 anos sem CNH em nova lei

Motta deve instalar comissão especial sobre PEC da 6x1 na próxima semana

Questionado sobre o papel do Judiciário perante decisões tomadas por Estados e municípios diante da pandemia, Toffoli lembrou que já houve decisões monocráticas com relação a alguns temas, como o funcionamento de transportes e o fechamento de cidades, e indicou que "cabe o bom senso, o razoável".

O presidente do STF frisou a importância das atividades consideradas essenciais, como o das farmácias e de abastecimento. "O País não pode parar, e isso não significa ser contra o isolamento. Precisamos ter o sistema essencial na sociedade". Segundo ele, as decisões do Supremo tem sido nesta linha.

O ministro defendeu ainda "prudência e a serenidade no Judiciário" e indicou que o Conselho Nacional de Justiça tem lançado mão de recomendações para que o "achismo não prevaleça sobre os técnicos". No âmbito do Supremo, Toffoli destacou que certas ações relacionadas à covid-19 podem ter força vinculante.

Segundo Toffoli, o Judiciário trabalha no sentido da gestão mais coordenada entre os entes da Federação. O ministro chegou a citar a decisão em que manteve entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo e suspende decreto que restringia a circulação de idosos em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

"Estamos vivendo aquele momento em que não existe decisão boa, existe o ruim e o menos ruim", afirmou.

Segundo Toffoli, o papel do Supremo em meio aos conflitos entre Estados e o governo federal é o de moderador, "de tentar ajustar o pêndulo da Federação". O ministro defendeu a necessidade de uma coordenação maior de certas atividades, como na requisição de insumos, mas ressaltou que há diálogo, afirmando que os "conflitos são a ponta do iceberg" e que "a grande atuação não aparece".

Quanto à agenda de julgamentos, o presidente do Supremo afirmou que a pauta da Corte para 2020 foi pensada para "trazer maior segurança,", mas que haverá uma reavaliação, em especial com a priorização das ações relacionadas à covid-19. No próximo dia 15, a Corte Suprema faz sua primeira sessão plenária por videoconferência.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Comissão aprova proibição de radares de trânsito escondidos, inclusive os portáteis

Política
Imagem Ilustrativa

Projeto propõe multa de até R$ 29,3 mil para motoristas embriagados

Política

"Fizeram conosco, a gente vai fazer com eles", diz Lula sobre EUA

Política

Oposição articula impeachment de Gilmar Mendes após ação contra Zema

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Londrina terá voo com "gigante" pela primeira vez; capacidade é de 224 passageiros

Vitrine Revista Cascavel
Cascavel e região

Artesanato: confira como customizar chinelos e garantir uma renda extra!

Cidade
Londrina e região

Polícia divulga imagens de detentos que escaparam de ônibus da PEL II

Brasil e mundo
Brasil

Professor universitário desaparecido há 5 anos é localizado em rodovia de São Paulo

Cidade
Londrina e região

Homem morre após acidente entre motos de alta cilindrada na PR-445

Podcasts

Podcast Sem Cerimônia | EP 2 | Logística e Legislação no Volante | Mayara Bispo

Podcast Corta Pra Elas | EP 8 | A Trajetória Estratégica de Gustavo Godoy

Podcast Café com Edu Granado | EP 72 | Café com TEA | TEA: Diagnóstico e Intervenção Multidisciplinar | Andresa Bibiano

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.