Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Mundo

Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

Conflito no Oriente Médio abalou economia global
13 mai 2026 às 19:09
Por: Agência Brasil
Foto: Reuters/Kevin Lamarque/Arquivo/Proibida reprodução

A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), captura a atenção do planeta em meio à guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global.


Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump no início do seu 2º mandato, em abril de 2025. A reação de Pequim, incluindo restrições à exportação de terras raras — minerais essenciais para tecnologia e defesa —, fez o governo americano recuar. Ao lançar a ofensiva contra o Irã, Trump prejudicou interesses chineses, já que o país é o principal consumidor do petróleo de Teerã e depende do Estreito de Ormuz.


Trump desmoralizado

O encontro, adiado devido ao conflito no Oriente Médio, ocorre em um momento de fragilidade para Washington. O analista Marco Fernandes (Brics) avalia que Trump calculou mal ao achar que derrubaria o governo iraniano rapidamente para chegar a Pequim em posição de força. Agora, o presidente americano chega "enfraquecido e desmoralizado". China e Rússia atuam como mediadores para uma solução pacífica na região, o que deve ser o ponto central da pauta de Xi Jinping.


Taiwan e Geopolítica

Outro tema sensível é a venda de armas dos EUA para Taiwan. Pequim mantém a política de "uma só China" e opõe-se firmemente a qualquer incentivo à independência da província. Para o professor José Luiz Niemeyer (Ibmec), a China está em posição mais confortável nas negociações, evidenciada pelo fato de Trump ter viajado a Pequim, e não o contrário. Além disso, a doutrina Trump tenta combater a influência chinesa na América Latina, onde a China já é o principal parceiro comercial de países como o Brasil.


Guerra das Terras Raras

Os EUA dependem de minerais como samário e neodímio, fundamentais para a indústria bélica e de mísseis, cuja produção é liderada pela China. Pequim tem demonstrado assertividade ao aplicar leis anti-sanções contra empresas que seguem restrições americanas, sinalizando que responderá a qualquer aumento de tom de Washington.


Brasil entre as Superpotências

Para o Brasil, essa disputa abre janelas de oportunidade. Detentor da segunda maior reserva de minerais críticos do mundo (cerca de 22%), o país pode adotar uma "passividade estratégica", aproveitando os litígios entre as potências para exportar insumos e atrair investimentos. Especialistas defendem que o governo brasileiro deve se posicionar de forma soberana para acumular ganhos políticos e econômicos em meio à rivalidade sino-americana.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Samarco reabre programa de indenizações por 45 dias

ELEIÇÕES 2026
Imagem de destaque

TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica

ELEIÇÕES 2026

Genial/Quaest: Lula lidera 1º turno e tem empate técnico com Flávio no 2º

Política

Governo e Câmara fecham acordo para fim da escala 6x1

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Foragido por estupro de vulnerável morre em confronto com o Choque

Cidade
Londrina e região

Mulher atropelada por ônibus em Londrina recebe alta sem fraturas

Cidade
Londrina e região

Palmeiras desembarca em Londrina e mobiliza torcedores

Cidade
Londrina e região

Bombeiros arrombam porta e encontram idoso morto na zona leste

Política
Brasil

Governo e Câmara fecham acordo para fim da escala 6x1

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 78 | Escola de Bombeiros | 1°Ten. Amaral, 2°Sgt. Vasconcelos, Cb. Orlandini

Falando de Gestão | EP 58 | Londrina: Raízes e Evolução | Dr. José Luis Pascual Filho

Café com Edu Granado | EP 77 | Gestão, Inovação e Conexão na Areia | Thiago Leme

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.