Política

TSE atende pedido do PL e manda Meta guardar dados de perfis contra Flávio

30 jul 2026 às 09:57

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta (empresa responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp) preserve os dados de uma rede de perfis que teriam atuado de forma coordenada contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).


A rede de perfis é alvo de uma representação protocolada pelo PL no TSE em 17 de julho. A denúncia aponta a existência de uma estrutura de páginas fantasmas, impulsionadas com dinheiro de origem não identificada, para atacar Flávio.


Segundo o levantamento do partido, mais de 50 páginas publicaram cerca de 4.600 anúncios pagos, que somaram perto de 250 milhões de visualizações. A estimativa do PL é que o patrocínio irregular tenha movimentado quase R$ 3 milhões e foram pagos, inclusive, com moedas estrangeiras.


De acordo com a representação, os perfis têm datas de criação próximas, usam telefones com o mesmo DDD e sites hospedados na mesma plataforma. Após impulsionar o conteúdo, as contas seriam desativadas e substituídas por páginas semelhantes, dificultando o rastreamento.


A representação pede o rastreamento do esquema financeiro e a quebra de sigilo para identificar patrocinadores, administradores e responsáveis pela estrutura técnica da rede.


Para a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e autora da representação, a estrutura identificada é mais sofisticada do que os esquemas de "milícia digital" observados em 2022. Segundo ela, a rede é um volume grande de pessoas que usa CPFs de terceiros, abrem contas e obtêm meios de pagamento para custear os anúncios na Meta.


O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, classificou o esquema como uma tentativa de manipular o ambiente digital e comprometer a lisura do debate eleitoral, e pediu à Justiça Eleitoral que identifique os financiadores da rede.



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