Política

Vorcaro admite pressão por liquidez em depoimento à PF

23 jan 2026 às 18:10

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, admitiu à Polícia Federal que a instituição tinha realmente problemas de liquidez e usava o fundo garantidor de créditos como modelo de negociação. Vocaro afirmou, inclusive, que existiu uma crise, uma pressão de liquidez. 


O dono do banco ainda afirmou que essa crise aconteceu depois que relatórios do Banco Central indicaram que pedidos por mudança de regulação e de flutuações do mercado financeiro no Master aconteceram interferiram lá no banco. 


Vorcaro afirmou que o Master chegou a originar de 400 a 500 milhões de reais por mês, mas que o tamanho foi reduzido para garantir a liquidez. Ele também apontou para a PF que o plano de negócios do banco era 100% baseado no FGC, até que as regras foram mudadas depois que o banco começou a crescer. 


Assim, o modelo de negócios do Master evoluiu para uma dependência agressiva da cessão de ativos e suporte do FGC e passou pelo foco em crédito consignado a emissão de cédula de crédito bancário e o uso de originadores terceirizados para aumentar o volume ali de negócios.


PF vê indícios insuficientes contra Bacelar no caso Master

A Polícia Federal (PF) avalia que não há elementos técnicos que justifiquem a manutenção do inquérito do "Caso Máster" sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração do repórter Caiã Messina, do Grupo Bandeirantes, os delegados responsáveis pelo caso entendem que o deputado federal Bacelar (PV-BA) não é mais o foco das investigações.

Ministros sugerem envio de investigação do Banco Master para 1ª instância

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um impasse interno sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master. Uma ala da Corte, liderada por consultas informais do ministro Edson Fachin, defende o envio do inquérito para a primeira instância da Justiça Federal em São Paulo ou Brasília.