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ZAP: Paranhos denuncia grupos de Mario e Faust na Polícia

27 out 2019 às 20:11
Por: Redação Tarobá News

Houve ilegalidade na confecção e compartilhamento de vídeo criticando ações do prefeito de Cascavel, satirizando  Leonaldo Paranhos? A peça repete formatação da publicidade do Proeste, conhecido sorteio semanal de prêmios e trata, entre outros assuntos, da compra de containers instalados no calçadão ao custo de R$ 85 mil, aquisição em investigação no Tribunal de Contas. Menciona, ainda, compra de barracas feita pelo Município, além de ligar o secretário de Obras, Adelino Ribeiro, aos problemas provocados pelos bolsões de escuridão na cidade. O ex-deputado também não gostou e quer  responsabilizar os zapeiros.

O agrônomo Mario Luiz Sá, alinhado com o prefeiturável Juarez Berté  (DEM), esteve sexta (25), na 15a SDP, depondo ao escrivão Reinaldo Bernardin no inquérito instaurado pelo delegado Fernando Zamoner. O depoente é administrador do grupo de zap "CascavelSemDono",  um dos que republicou as imagens. Nos próximos dias será a vez de o empresário e ex-secretário de Esportes,  Wanderley Faust, ser ouvido. Ele faz parte do time oposicionista que apóia a volta de Edgar Bueno, outro postulante à cadeira de Paranhos, e responde por outro grupo, o Pois Bem, que também propagou o material.  De acordo com  Mario, ficou estranha a não inclusão do Política e Cia, já que,  segundo ele, houve a mesma divulgação. O vídeo circulou em junho e, só agora, os envolvidos estão sendo intimados pela Polícia. Na época, o Boletim de Ocorrência foi feito através do procurador do Município,  Luciano Braga Côrtes,    para quem a investigação se justifica diante dos indícios de prejuízos graves contra o gestor Paranhos. Calúnia,  injúria ou difamação?

 Os investigados afirmam que não teve nada disso. Todos terão chance de se confrontarem na audiência preliminar,  dia 22 de novembro, às 13h10min, no 1o Juizado  Especial Criminal, no Fórum. Caso não haja conciliacao, o caso poderá virar processo judicial. Talvez o primeiro de muitos que resultarão do uso agressivo das mídias sociais, ao sabor da ferrenha campanha eleitoral que se avizinha. A ferramenta já fez diferença na eleição de 2016 e repetirá a dose no pleito municipal de 2020, dando trabalho extra aos advogados da área.

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