Além do impacto humano, o cenário também acende um alerta econômico. Os afastamentos geram custos elevados ao INSS e afetam diretamente as empresas, que enfrentam queda de produtividade, sobrecarga das equipes e até riscos de ações judiciais.
A partir de maio, entra em vigor uma fiscalização mais rigorosa sobre o gerenciamento de riscos psicossociais nas empresas, conforme prevê a atualização da NR1. Organizações de todos os portes deverão documentar e comprovar ações efetivas voltadas à saúde mental dos colaboradores. Segundo a especialista, não basta apenas formalizar procedimentos; será necessário demonstrar práticas concretas.
A psicóloga também defende um RH mais estratégico, atuando nas decisões da empresa e no monitoramento do clima organizacional, além da contratação de consultorias externas para garantir diagnósticos imparciais.
Para os trabalhadores, o alerta é para o autocuidado. Sarah Figueiredo reforça que as mudanças de comportamento, apatia, crises de pânico, ansiedade intensa e a falta persistente de vontade de ir ao trabalho são sinais que não devem ser ignorados.