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Delegado da Receita Federal explica mudanças da Reforma Tributária e combate à sonegação em 2026

06 jan 2026 às 19:24

A Receita Federal inicia 2026 com novos desafios e estratégias voltadas à simplificação tributária, combate à sonegação e aproveitamento social de mercadorias apreendidas. Em entrevista com o delegado da Receita Federal, Reginaldo Cesar Cardoso, destacou que a entrada em vigor da Reforma Tributária mudará a forma como empresas se adaptam aos impostos IBS e CBS, trazendo mais clareza e eficiência aos processos fiscais.


Segundo Cardoso, o cruzamento digital de dados reduziu a incidência de contribuintes em malha fina de 10% para 2%, e o sistema de autorregularização permite que erros sejam corrigidos sem aplicação imediata de multas. “O objetivo é incentivar a conformidade voluntária e simplificar o cumprimento das obrigações fiscais”, afirmou o delegado.


As operações integradas com Polícia Federal, PRF e Polícia Militar continuam como prioridade, com foco em grandes contrabandistas e crimes organizados. Exemplos recentes incluem a operação “Falso Simples”, que resultou na apreensão de 3.000 celulares, reforçando a vigilância sobre o comércio ilegal e protegendo a arrecadação do Estado.


Além do aspecto fiscal, a Receita tem ampliado ações de destinação social de bens apreendidos. Cigarros são transformados em adubo, e cabelos humanos doados são utilizados para a confecção de perucas para pacientes do Hospital do Câncer. Entidades públicas e organizações assistenciais podem solicitar produtos apreendidos para projetos sociais e bazares beneficentes, garantindo que os recursos tenham impacto positivo na comunidade.


Para Cardoso, 2026 será um ano de adaptação e inovação. As empresas precisam se preparar para as novas regras, e a sociedade se beneficia do trabalho integrado da Receita, que combina fiscalização rigorosa, educação tributária e ações sociais, reforçando o papel do órgão como agente de transparência e utilidade pública.

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