O Setembro Amarelo reforça a importância da conscientização e da prevenção ao suicídio, tema ainda cercado de tabus. Em entrevista, o psicólogo Adalton Lopes destacou que muitas pessoas têm dificuldade para reconhecer e nomear as próprias emoções, o que pode fazer com que situações de angústia e sofrimento sejam ignoradas por muito tempo. Segundo ele, é importante que familiares e amigos estejam atentos aos sinais e evitem frases que minimizem a dor, como dizer que alguém “tem tudo” ou que “não tem motivo para estar assim”.
O psicólogo também chamou atenção para o mito de que uma pessoa que fala sobre suicídio não pretende realmente atentar contra a própria vida. Para Adalton, manifestações desse tipo precisam ser levadas a sério, já que cada pessoa pode reagir de uma maneira diferente diante do sofrimento. Ele explica ainda que, muitas vezes, a pessoa não quer mais sofrer, e não necessariamente deseja morrer.
O acompanhamento profissional pode ser fundamental nesses casos. Adalton ressalta a importância da psicoterapia, da avaliação com outros profissionais de saúde quando necessária e também do apoio da família e dos amigos. Para ele, oferecer um espaço de escuta, acolhimento e ausência de julgamentos pode ajudar a pessoa a compreender as questões que levaram ao sofrimento e buscar caminhos para recuperar a saúde.