O aumento no aparecimento de escorpiões-amarelos em Londrina tem colocado as autoridades de saúde em alerta máximo. O gerente de Vigilância Ambiental, Nino Ribas, explicou que fatores climáticos e o crescimento da cidade têm favorecido a presença desses animais, que procuram abrigo, água e alimento dentro das residências.
A Vigilância Ambiental orienta que a prevenção começa com a limpeza dos ambientes e a vedação de ralos, e reforça que crianças picadas devem ser levadas imediatamente ao Hospital Universitário (HU).
Segundo Ribas, a espécie predominante em Londrina é o escorpião-amarelo. Uma curiosidade é que exemplares menores podem ser mais perigosos do que os maiores devido à maior concentração de veneno.
A Secretaria de Saúde de Londrina desenvolveu uma tecnologia inovadora em parceria com a UEL: abrigos georreferenciados (caixinhas térmicas e úmidas) que atraem os escorpiões, permitindo sua captura e monitoramento. A estratégia já reduziu em até 90% a incidência em locais críticos, como cemitérios.
De acordo com o agente de endemias, Márcio Inácio, a orientação é instalar telas nos ralos e protetores nas portas, já que o esgoto é a principal via de acesso. Outra recomendação do Ministério da Saúde é que a população não utilize inseticidas, pois eles podem desalojar o animal e torná-lo mais agressivo, aumentando o risco de acidentes.
Em caso de picada, especialmente envolvendo crianças e idosos, a recomendação é buscar atendimento imediato no Hospital Universitário (HU), referência para a aplicação do soro antiescorpiônico.