Jornal Tarobá 1ª Edição

Aedes aegypti evoluiu e além de transmitir várias doenças, se tornou um grande problema

13 jan 2025 às 14:56


Ele mede menos de um centímetro e é meio desengonçado, mas o impacto que causa é imenso. O Aedes aegypti, conhecido popularmente como "mosquito da dengue", também é o responsável pela transmissão de Chikungunya, zika e febre amarela.


 Mais do que um simples transmissor, ele é um estrategista do mundo dos insetos, adaptado à vida urbana e às barreiras humanas.


Há milhões de anos no planeta, o Aedes aegypti aprendeu a viver entre os humanos, utilizando água parada – mesmo que suja – como criadouro. De acordo com a bióloga Clair Viencelli, cada fêmea pode depositar até 450 ovos, iniciando rapidamente um novo ciclo de mosquitos.


Outra curiosidade sobre o mosquito é que ele pode voar até 3 quilômetros, mas raramente precisa percorrer grandes distâncias. Com o transporte humano, o Aedes pode viajar facilmente e alcançar novos territórios, como destaca Clair Wagner, gerente de Vigilância em Saúde Ambiental.


E ele é seletivo: prefere certos tipos sanguíneos e até roupas de cores específicas. Além disso, o Aedes aegypti é um “vampiro” silencioso, sem o zumbido característico de outros mosquitos, e ataca principalmente em horários específicos do dia.


Apesar dos avanços científicos, como o uso de mosquitos geneticamente modificados, a principal arma contra ele ainda é a prevenção. Rozane Campiol, diretora da Vigilância em Saúde, reforça que a eliminação de criadouros é fundamental para o controle do Aedes aegypti e das doenças que ele transmite.

O combate ao mosquito continua sendo um desafio coletivo, que depende da conscientização e do esforço de todos.