A perda auditiva é um processo gradual que costuma evoluir de forma silenciosa, sendo muitas vezes percebida primeiro pelos familiares do que pelo próprio paciente. Em entrevista ao programa, a fonoaudióloga Karoliny Barros, da clínica Telesom, explicou que sinais como a necessidade frequente de aumentar o volume da televisão, o hábito de pedir para repetir frases e a sensação de ouvido tapado ou zumbido são alertas claros de deficiência auditiva. A especialista ressaltou ainda que o problema não afeta apenas idosos, atingindo também crianças, jovens e adultos, impulsionado principalmente pelo uso incorreto de fones de ouvido em volume excessivo, hábito que pode lesionar permanentemente as células auditivas.
A falta de estímulo sonoro no cérebro traz consequências sérias para o bem-estar global, podendo levar ao isolamento social, irritabilidade, depressão e até acelerar processos de declínio cognitivo e demência. Para evitar o agravamento desse quadro, o acompanhamento com fisioterapeutas, otorrinos e fonoaudiólogos é indispensável para realizar a correta avaliação audiológica. O uso de aparelhos auditivos modernos, que hoje contam com tecnologia avançada, design discreto e recursos como resistência à água, permite devolver a clareza da comunicação, promovendo a inclusão e garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.