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Reforma tributária: entenda as mudanças e os desafios da transição até 2033

05 out 2026 às 15:52

A reformulação do sistema fiscal brasileiro avança com a proposta de simplificar a arrecadação de tributos, trocando impostos consolidados por novos modelos de cobrança. Em entrevista, a contadora Julia Gato Donasolo explicou que a reforma tributária substituirá tributos antigos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pelo CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), além de introduzir o Imposto Seletivo no lugar do IPI. Embora a mudança busque desburocratizar a gestão fiscal, o processo envolve um longo período de transição previsto para durar até 2033, no qual o modelo tradicional e as novas regras vão coexistir de forma gradativa.


Os impactos do novo formato variam conforme o setor econômico e representam desafios de readequação tanto para empresários quanto para contadores. Enquanto as indústrias e o comércio podem se beneficiar do aproveitamento de créditos tributários, o setor de prestação de serviços tende a enfrentar um aumento na carga tributária, com potencial repasse aos custos finais. Além disso, pequenos negócios e optantes do Simples Nacional já lidam com decisões estratégicas em relação ao enquadramento das novas alíquotas, enquanto os sistemas de emissão de notas fiscais e a gestão financeira interna passam por contínuas adaptações operacionais.


Para o consumidor final, a principal transformação do novo sistema será a transparência fiscal na hora da compra, permitindo a visualização direta da parcela de tributo recolhida instantaneamente para os cofres públicos. Conforme destacou a especialista, a clareza sobre o valor real dos impostos integrados ao preço dos produtos visa também combater a sonegação fiscal. No entanto, o sucesso dessa fase de testes iniciada em 2026 depende de capacitação constante, planejamento financeiro e alinhamento próximo entre empresas e assessorias contábeis para enfrentar a volatilidade de prazos e diretrizes do governo.

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