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Falta de vagas em creches de Londrina prejudica 2.400 crianças

26 jun 2026 às 20:14

Um levantamento realizado pela vereadora Michele Tomazinho aponta que quase 2 mil crianças aguardam por vagas em CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e creches filantrópicas na rede municipal de Londrina. A parlamentar cobra respostas do Executivo e questiona a falta de transparência na divulgação oficial dos dados da fila de espera.


Segundo Tomazinho, a divergência entre os números apresentados reside na metodologia de contabilidade. Ela afirma que o modelo atual da Secretaria Municipal de Educação gera uma falsa sensação de que a fila é menor do que a realidade. A parlamentar destaca ainda que o fluxo de convocação é lento e que muitas famílias enfrentam dificuldades logísticas, chegando a recusar vagas em unidades distantes de suas residências, o que força pais e mães a abandonarem postos de trabalho.


Resposta do Executivo e demanda móvel

A secretária municipal de Educação, Thatiane Araújo, esclareceu que a demanda por vagas na cidade é dinâmica e flutua devido a fatores como novos nascimentos, mudanças de famílias para o município ou migrações para a rede privada de ensino.


De acordo com o Executivo, o número real de crianças aguardando atendimento no momento é de 2.400 alunos. Araújo explicou que a disparidade nos levantamentos ocorre porque o sistema permite que as famílias escolham até três opções de unidades de preferência. Se as listas de espera fossem somadas de forma absoluta, o montante bruto de cadastros se aproximaria de 5 mil registros devido à duplicidade de intenções.


Medidas adotadas e orçamento

Para tentar mitigar o déficit, a Prefeitura de Londrina reabriu 28 salas de aula que estavam fechadas desde o ano passado, viabilizando o atendimento imediato de mais de 300 crianças no início deste ano. Há também a previsão de inauguração de novos espaços físicos para a rede pública, com foco prioritário na região norte da cidade, nas proximidades do bairro Vista Bela, apontada como a área de maior vulnerabilidade e demanda.


Questionada sobre a realização de novos concursos públicos e contratação de professores para dar suporte à expansão, a pasta informou que ainda não há um planejamento concreto formatado, visto que qualquer avanço na folha de pessoal depende estritamente das diretrizes orçamentárias e do limite prudencial do município.

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