Brasil Urgente

Incêndio em terreno abandonado mobiliza a Zona Norte de Londrina

10 jul 2026 às 22:05

Moradores do Conjunto Semiramis, localizado na zona norte de Londrina, realizaram um protesto e uma denúncia pública contra o estado de abandono de um terreno que vem sendo utilizado para descarte irregular de resíduos. A situação atingiu um ponto crítico na tarde desta sexta-feira (10), quando desconhecidos atearam fogo no local, fazendo com que a rua ficasse completamente tomada por uma densa cortina de fumaça.


A ocorrência gerou forte mal-estar na vizinhança. Segundo o morador Agnaldo Ferino, cuja residência fica exatamente em frente ao lote, a maior preocupação no momento do incêndio era com a saúde de crianças e idosos que residem na região e foram obrigados a inalar a fumaça tóxica. Ainda não há informações se o incêndio foi de origem criminosa ou provocado de forma acidental, como por uma faísca ou bituca de cigarro.


Histórico de Abandono e Insetos

De acordo com os registros da reportagem, o problema envolvendo este terreno não é recente; a primeira denúncia dos moradores foi levada ao ar ainda em fevereiro, no início do ano.


A área vinha sendo utilizada por uma construtora responsável pela edificação de diversos conjuntos de prédios naquela região da zona norte. Contudo, após o término das obras e a desmobilização dos operários, a empresa deixou o local repleto de entulhos de construção civil, como restos de pisos e materiais escavados de outros lotes.


Sem manutenção ou cercamento, o espaço virou um depósito crônico de lixo urbano. No dia a dia, além do risco de incêndios, a vizinhança convive com a proliferação constante de insetos e o surgimento perigoso de animais peçonhentos, como escorpiões, que invadem as casas vizinhas.


"A construtora deixou para trás sujeira e bagunça. Esses montes que você vê são restos tirados dos outros terrenos e jogados aqui na frente. E a construtora alega que o terreno é da Prefeitura", desabafou o morador Agnaldo Ferino, criticando a falta de resolutividade.


Impasse e Falta de Respostas da CMTU

A indignação dos moradores se estende também ao atendimento prestado pelos órgãos públicos. Ao tentar registrar uma queixa formalizada, o morador relatou ter sido transferido por quatro setores diferentes dentro da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), sem receber uma resposta definitiva ou o agendamento de uma fiscalização.


Procurada pela equipe de reportagem, a CMTU informou que está apurando os dados cadastrais do lote para identificar com precisão se a área é pública ou privada. De acordo com a companhia, o levantamento é necessário para que se possa formalizar a responsabilidade: ou notificando e multando severamente a construtora responsável, ou incluindo o espaço no cronograma de limpeza pública do município, caso a propriedade seja da prefeitura.


Enquanto o impasse burocrático persiste, a comunidade do Conjunto Semiramis segue exposta aos riscos e aguarda providências urgentes das autoridades.

Veja Também