Moradores de um complexo residencial vizinho à Avenida Clarice de Lima Castro, na região norte de Londrina, estão se mobilizando para cobrar uma resposta imediata da Prefeitura e dos órgãos de segurança pública. Há cerca de dois anos, o vão inferior de um pontilhão na localidade foi transformado em um acampamento improvisado por pessoas em situação de vulnerabilidade, gerando um impasse que envolve problemas ambientais, de saúde coletiva e prejuízos materiais para a vizinhança.
O maior foco de desgaste relatado pelas famílias é a queima constante de materiais e fogueiras sob a estrutura de concreto. A fumaça contínua invade os apartamentos da região, obrigando os moradores a manterem os imóveis totalmente fechados, uma rotina que tem agravado o quadro de crianças e idosos com problemas respiratórios crônicos.
Além do impacto na saúde, os condomínios ao redor acumulam prejuízos financeiros devido a furtos. Recentemente, criminosos danificaram o muro de proteção de um dos residenciais para furtar cabos de energia e fibra óptica, que foram queimados sob o viaduto para a extração de cobre, interrompendo o serviço de internet da área por dois dias.
A comunidade ressalta que o trecho também sofre com o acúmulo de lixo e entulhos, além de funcionar como ponto de consumo de entorpecentes, elevando o sentimento de insegurança na zona norte. "Só no nosso condomínio são 256 apartamentos, 256 famílias afetadas. É preciso uma atenção maior", cobrou um dos residentes.
Diante do histórico de reclamações, o grupo de moradores exige uma força-tarefa que integre a Secretaria de Assistência Social e a Guarda Municipal para oferecer o acolhimento adequado à população em situação de rua e restabelecer o ordenamento e a segurança no local.