Brasil Urgente

PA do Jardim Leonor tem superlotação e espera de até 5 horas

28 mai 2026 às 21:55

O PA (Pronto Atendimento) do Jardim Leonor, localizado na zona oeste de Londrina, enfrentou um dia de extrema superlotação nesta quinta-feira (28), gerando longas filas e intensas reclamações dos usuários devido ao excessivo tempo de espera por atendimento médico. 


Relatos de pacientes que aguardavam no local indicam que o tempo para a consulta de clínica médica ultrapassou a marca de cinco horas. O fluxo contínuo e a alta demanda sazonal sobrecarregaram a capacidade de vazão da estrutura, provocando grande insatisfação em quem dependia do serviço público de saúde. 


O painel de monitoramento em tempo real da unidade registrou um total de 428 pessoas atendidas ao longo do dia, mas revelou um volume crítico de pacientes aguardando chamada na fila de espera, divididos pelo protocolo de classificação de risco


Havia um paciente aguardando atendimento imediato na faixa vermelha/laranja (risco alto), enquanto 70 pessoas esperavam na classificação amarela (intermediária). Na categoria verde (baixa prioridade), 42 pacientes aguardavam atendimento. O maior contingente estava na classificação azul (risco não agudo), com mais de 200 pessoas esperando por uma consulta que poderia levar até duas horas e meia para os casos considerados mais leves pela triagem.


A escala de profissionais da unidade hospitalar operava com cinco médicos plantonistas realizando os atendimentos simultâneos no momento do monitoramento. No entanto, o volume atípico de pacientes superou a capacidade de vazão da equipe de saúde. 


Pacientes com sintomas gripais

A demora afetou diretamente pessoas com quadros clínicos persistentes, como pacientes com sintomas gripais e complicações respiratórias acumuladas há cerca de uma semana, que apresentavam febre, sudorese e perda de paladar.


Mesmo após passarem pelo processo inicial de triagem obrigatória, os usuários relataram que o tempo de espera estendeu-se por toda a tarde sem previsão de consulta com o médico plantonista. A justificativa oficial apresentada pela coordenação e recepção da unidade para o atraso crônico foi o fluxo prioritário e a chegada contínua de casos graves de urgência e emergência via ambulâncias, que passam automaticamente à frente pelo protocolo de prioridade. 


Diante da necessidade de diagnóstico clínico e prescrição de medicamentos específicos, como antibióticos e anti-inflamatórios de controle, muitos pacientes se viram obrigados a permanecer no saguão por tempo indeterminado.

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