A Prefeitura de Londrina anunciou oficialmente uma nova etapa estratégica em seu plano de contingência para enfrentar a severa sobrecarga que atinge o sistema de assistência pediátrica do município nesta sexta-feira (29). Diante de picos históricos de demanda reprimida no PAI (Pronto Atendimento Infantil), que chegou a registrar recordes sucessivos com mais de 800 atendimentos diários e picos de até seis horas de espera nas salas de triagem, a Secretaria Municipal de Saúde fechou um acordo emergencial com o Hospital Evangélico de Londrina para garantir a abertura de 30 novas consultas pediátricas diárias, o que representa um acréscimo técnico de 900 atendimentos especializados por mês na rede de suporte.
O fluxo de atendimento assistencial funcionará de forma integrada e regulada pela central do município. Os pais ou responsáveis devem buscar inicialmente o atendimento para as crianças nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de seus bairros ou no próprio PAI. A partir desse primeiro acolhimento e da classificação de risco da demanda, os pacientes infantis que necessitarem de suporte de média complexidade serão redirecionados para os hospitais credenciados, como o Hospital Evangélico e a Santa Casa de Londrina. Nas instituições parceiras, as crianças terão acesso completo à estrutura de consultas, realização de exames laboratoriais e de imagem e, caso haja indicação médica, leitos regulados de internação clínica.
A ampliação das vagas no Hospital Evangélico soma-se a outra medida de impacto adotada no início da semana, que já havia viabilizado 50 consultas diárias adicionais no Hospital Infantil de segunda a sexta-feira. Como estratégia complementar de saúde pública para descentralizar o fluxo de pacientes que buscam o pronto-socorro, a administração municipal confirmou o prolongamento do horário de funcionamento das UBSs dos bairros Maria Cecília e Ouro Branco.
De acordo com a secretária de Saúde, Vivian Feijó, o cenário epidemiológico recente apresentou números sem precedentes na história da saúde pública do município, superando a média histórica que era de 526 atendimentos. A secretária ressaltou que o município não tem poupado recursos médicos, nem horas extras da equipe para estabilizar os fluxos de atendimento.