Os conflitos geopolíticos no Oriente Médio estão pressionando os custos de produção da avicultura no Paraná. O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) estima a necessidade de um reajuste entre 15% e 20% no preço do frango para o consumidor final. A medida visa equilibrar as despesas operacionais que subiram nos últimos meses.
O aumento no preço do petróleo é o principal fator de pressão, com impacto direto no óleo diesel e nas embalagens plásticas. Segundo o presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer, o valor do litro do diesel saltou de R$ 5,30 para R$ 7,06, representando uma alta de 33%. Além do combustível, o setor registra reajustes de 25% no custo do plástico e de 8% em itens como pneus, ferro e aço.
Outro fator de preocupação para os abatedouros é a implementação de mudanças tributárias no PIS e Cofins a partir de abril. O setor alega que as novas regras podem comprometer até 1% do faturamento das empresas. Somadas, as altas nos insumos e a carga tributária tornam inviável a manutenção dos preços atuais, segundo a entidade.
Consumidores de Londrina já percebem a oscilação nos pontos de venda e demonstram preocupação com novos aumentos. O frango é historicamente a proteína animal mais acessível no mercado brasileiro, mas compradores relatam que a alta constante pode levar à redução do consumo. O setor produtivo reforça que o repasse de custos é necessário para garantir a continuidade das operações frente à crise global.