Os casos de síndromes respiratórias começaram a apresentar sinais de queda em Londrina. Apesar do cenário positivo apontado pelo mais recente Boletim de Saúde, a Secretaria de Saúde faz um alerta preocupante: a vacinação contra a gripe continua abaixo do esperado no município, principalmente entre os grupos de crianças e idosos.
Os dados mostram que no PAI (Pronto Atendimento Infantil), o número total de atendimentos recuou 9% na comparação com a semana anterior, somando 2.688 pacientes assistidos. Desse total, 689 apresentavam sintomas de gripe, o que equivale a 25% dos casos.
A redução foi ainda mais expressiva nas UPAs Sabará e Centro, além dos prontos atendimentos do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília. Nessas unidades, o total de atendimentos passou de 15.937 para 14.100 — uma queda de 11,5% —, sendo que 1.747 pacientes procuraram os serviços com sintomas gripais.
Os quadros mais graves também recuaram. Na última semana analisada, foram confirmadas 43 internações por síndrome respiratória aguda grave, divididas entre 21 adultos e 22 crianças. O boletim destacou que não ocorreram óbitos por SRAG no período. Desde o início do ano, Londrina acumula 28 mortes causadas pela doença, sendo 8 por influenza, 5 pelo vírus sincicial respiratório e 15 sem identificação do agente causador. Nas últimas duas semanas, os vírus com maior circulação na cidade foram o vírus sincicial respiratório, a influenza A e B e o rinovírus.
Alerta na Imunização
Apesar do recuo nos indicadores, a cobertura vacinal na cidade preocupa as autoridades. Apenas 56% do público prioritário recebeu a vacina, índice distante da meta estabelecida de 90%. Entre os idosos, a cobertura vacinal está em 58%, enquanto o índice entre as crianças é de apenas 41%.
Em contrapartida, as gestantes aparecem como o único destaque positivo do período, superando a estimativa inicial e alcançando uma cobertura de 119%.