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AML debate impacto das mudanças climáticas na saúde

05 ago 2026 às 15:29

As mudanças climáticas já impactam diretamente os serviços de saúde e impulsionam o desenvolvimento da chamada medicina do desastre, área voltada ao atendimento de populações afetadas por eventos extremos. O tema será abordado na palestra de abertura da Jornada de Urgências e Emergências da Associação Médica de Londrina (AML). Segundo o urologista e diretor da entidade, Frederico Fraga, fenômenos como ondas de calor, enchentes, secas prolongadas, incêndios florestais e tempestades severas exigem que profissionais e instituições estejam preparados para atender um grande número de pacientes em um curto espaço de tempo.


De acordo com Fraga, na região Norte do Paraná o cenário mais provável é o aumento dos casos relacionados às ondas de calor, que provocam uma demanda crescente por atendimento, principalmente entre crianças e idosos. O médico explica que a medicina do desastre envolve não apenas o atendimento clínico, mas também ações de gestão hospitalar, como reorganização de leitos, adiamento de cirurgias eletivas, planejamento de insumos e protocolos específicos para responder ao aumento da procura por serviços de saúde. Ele ressalta que pacientes podem apresentar rápida piora do quadro clínico, exigindo monitoramento constante e intervenções imediatas.


O diretor da AML afirmou ainda que a formação médica começa a se adaptar a essa nova realidade. Segundo ele, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) iniciou a implantação da disciplina de medicina do desastre, buscando preparar futuros profissionais para responder a situações de emergência relacionadas às mudanças climáticas e outros desastres. A palestra de abertura da jornada será realizada na sexta-feira, às 19h, na Associação Médica de Londrina, com participação aberta ao público, enquanto a programação completa do evento é voltada principalmente a estudantes e profissionais da área da saúde.

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