Durante uma crise, o acolhimento deve ser feito pelo profissional com quem a criança possui maior vínculo afetivo, buscando acalmá-la por meio do diálogo. A Secretaria de Educação de Cambé lançou uma cartilha inédita voltada à gestão de crises de saúde mental no ambiente escolar.
A iniciativa, detalhada pela secretária Estela Camata no Tarobá Cidade, tem como objetivo oferecer segurança emocional e física tanto para os 11 mil alunos da rede municipal quanto para os profissionais da educação.
A cartilha não é um manual para uso imediato durante a crise, mas um material de estudo e formação continuada. O conteúdo orienta sobre como identificar sinais precoces de desestabilização e como agir de forma coordenada para evitar que o surto ocorra ou se agrave.
Um dos destaques do protocolo é o treinamento da equipe escolar para perceber mudanças de comportamento já na chegada do aluno. Além disso, durante episódios de crise, o acolhimento deve ser realizado por um profissional com quem a criança tenha maior vínculo, priorizando o diálogo como forma de contenção.
Embora os índices de crises severas não sejam elevados, o avanço da inclusão escolar trouxe o desafio de lidar com transtornos do espectro autista e outras condições que podem desencadear surtos emocionais, muitas vezes relacionados à privação de sono ou mudanças na rotina.
A formação para aplicação do protocolo já está em andamento, envolvendo cerca de 100 profissionais da rede municipal de Cambé, e pode servir como modelo para outros municípios da região.