O quadro Sorrisos que Transformam, com a dentista Angelita Piovezana, abordou uma dúvida comum nos consultórios: quando optar pelo tratamento de canal ou pela extração dentária. Segundo a profissional, muitos dentes que são extraídos poderiam ser preservados com outros tratamentos. A decisão depende de uma avaliação clínica e de exames de imagem, que ajudam a identificar o comprometimento das raízes e das estruturas ao redor do dente. A orientação é investigar as possibilidades de recuperação antes de optar pela extração.
Durante a entrevista, Angelita explicou que nem todo dente que dói precisa de tratamento de canal. A dor pode estar relacionada à sensibilidade, à cárie inicial ou a uma trinca. O canal é indicado quando a polpa dentária, região interna onde ficam os nervos, sofre danos irreversíveis. Mesmo dentes com infecção podem ser recuperados, dependendo da extensão do problema e da destruição óssea. A dentista também destacou que o tratamento de canal não enfraquece o dente por si só: a perda de estrutura causada por cáries agressivas é um dos fatores que podem comprometer sua resistência.
A profissional alertou ainda que adiar a consulta pode agravar o problema, já que algumas infecções evoluem silenciosamente, mesmo sem dor. O uso de tecnologias como o microscópio permite ampliar a visualização da estrutura dentária e localizar canais que poderiam passar despercebidos. Após o tratamento, a restauração adequada também é essencial para a durabilidade do dente. Angelita recomenda buscar uma avaliação antes de decidir pela extração e lembra que, quando bem tratado e restaurado, um dente pode permanecer em função por décadas.