Sol, praia e piscina fazem parte da rotina do verão, mas a estação também exige atenção redobrada com a saúde íntima feminina. O calor intenso e a umidade criam o ambiente ideal para o aumento dos casos de candidíase, infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, que já vive naturalmente na flora vaginal.
No quadro Saúde em Ação, a ginecologista Dra. Andressa Fraile explicou que, durante o verão, fatores como o uso prolongado de biquíni molhado, roupas apertadas e tecidos sintéticos contribuem para o desequilíbrio da flora vaginal. Segundo a especialista, apenas o sol não é suficiente para secar completamente a região íntima, o que torna fundamental trocar a parte de baixo do biquíni logo após sair da água.
Além da umidade, outros fatores externos também influenciam o surgimento da infecção. Estresse, alimentação rica em doces, frituras e chocolate, além do uso inadequado de sabonetes íntimos, podem alterar o pH vaginal e facilitar a proliferação do fungo. A médica alerta que nem sempre esses produtos são indicados e, quando usados sem orientação, podem aumentar o risco de candidíase.
Para a prevenção, a recomendação inclui o uso de roupas íntimas de algodão, a troca imediata de peças após atividades físicas e a atenção aos sinais do corpo. Em alguns casos, o uso de probióticos vaginais pode ajudar a fortalecer a flora bacteriana e reduzir episódios repetidos da infecção.
A Dra. Andressa também explicou o que caracteriza a candidíase de repetição e ressaltou a importância de procurar um ginecologista quando os sintomas se tornam frequentes. Para essas situações, tratamentos modernos como o uso de LED e laser têm sido aliados no controle das infecções ginecológicas recorrentes.
Outro ponto destacado é que a candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível (IST), e o tratamento do parceiro só é indicado em situações específicas, sempre com avaliação médica.
Com cuidados simples no dia a dia e acompanhamento profissional, é possível curtir o verão com mais conforto e saúde. Em caso de sintomas persistentes, a orientação é buscar atendimento especializado para diagnóstico e tratamento adequados.