O ano de 2026 marcou mudanças na formação de novos motoristas no Brasil. Entre as alterações estão a flexibilização da carga horária das aulas práticas, mudanças nas avaliações e uma nova dinâmica para a prova de direção. Segundo Amanda Ignoti Casimiro, gestora de trânsito e instrutora autônoma de Arapongas, as mudanças exigem um período de adaptação, mas também permitem que o aluno escolha fazer mais aulas caso ainda não se sinta preparado.
A nova regra estabelece duas aulas práticas mínimas para o candidato poder agendar a prova. Amanda explica que isso não significa que o aluno precise se limitar a esse número. Para ela, quem está começando a dirigir deve avaliar o próprio nível de segurança e realizar a quantidade de aulas necessária para estar preparado. A profissional afirma ainda que o índice de reprovação permanece dentro da média e que fatores como confiança e nervosismo podem influenciar o desempenho no exame.
As mudanças também alteraram a atuação dos instrutores autônomos e a avaliação da baliza. Amanda, que atualmente trabalha de forma autônoma após o fechamento do Centro de Formação de Condutores do qual fazia parte, destaca que os instrutores continuam precisando de credenciamento pelo Detran. Já a baliza deixou de ser uma etapa isolada da prova prática e passou a integrar o percurso. O candidato continua sendo avaliado ao estacionar, mas o procedimento ocorre durante o exame de direção.