Tarobá Cidade

Fim da escala 6x1: como ficam as relações e a segurança no trabalho?

19 out 2026 às 15:34

A mudança na jornada de trabalho reacendeu o debate sobre qualidade de vida, saúde mental e segurança no ambiente profissional. Durante o quadro Cuidando de Quem Faz, Giovanni Augusto Alves, especialista em segurança do trabalho, e Camila Machado, advogada, ambos da Estima, discutiram os possíveis impactos das alterações para trabalhadores e empresas. 


Segundo Giovanni, o descanso adequado pode contribuir para o bem-estar e a produtividade, especialmente quando o trabalhador consegue aproveitar o tempo livre para praticar exercícios, desenvolver hobbies e estar com a família. Camila ressaltou, porém, que ainda existem incertezas sobre como os profissionais conseguirão usufruir dos dias de repouso, principalmente diante da possibilidade de precisarem realizar trabalhos extras para complementar a renda.


Os especialistas também destacaram a importância da NR-1, norma relacionada ao gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os riscos psicossociais. Para Camila, as empresas precisam estruturar e aplicar a norma de maneira efetiva, acompanhando as condições de trabalho e os possíveis impactos das mudanças na rotina dos funcionários. 


Giovanni orientou os empregadores a conduzirem a adaptação com naturalidade e planejamento, buscando apoio jurídico e contábil para organizar as medidas necessárias. Ele também reforçou que a mudança pode ser uma oportunidade para incentivar os cuidados com a saúde e o bem-estar, sem colocar empregadores e trabalhadores em lados opostos.


Outro ponto abordado foi a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e da integração entre os documentos de segurança do trabalho e os contratos trabalhistas. Camila explicou que essa organização contribui para a prevenção, oferece mais clareza à relação profissional e ajuda a proteger tanto a empresa quanto o funcionário. 


Os dois especialistas reforçaram que a segurança vai além do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e também envolve o equilíbrio emocional dos trabalhadores. Diante das dúvidas sobre a implementação das mudanças, a orientação é que as empresas busquem informações confiáveis e mantenham o alinhamento entre as áreas de segurança do trabalho, jurídica e contábil.

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