No quadro Saúde em Ação desta semana, recebeu o médico infectologista André Bortoliero para esclarecer dúvidas sobre a hantavirose, doença viral que voltou a ganhar atenção após registros recentes no Brasil, incluindo casos confirmados no Paraná em 2026. Durante a entrevista, o especialista reforçou que não há risco de epidemia urbana, já que a transmissão ocorre principalmente em ambientes rurais.
Segundo o infectologista, a hantavirose é causada por um vírus presente em roedores silvestres, conhecidos como “ratos do mato”. A infecção acontece, em geral, pela inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva ressecadas, especialmente durante atividades como varrição de galpões, celeiros ou locais fechados sem limpeza adequada.
O médico destacou que a doença pode ser grave, com letalidade entre 40% e 50% dos casos conhecidos, e seus sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe, COVID-19 ou dengue. Entre os sinais de alerta estão febre alta, dores no corpo e tosse seca intensa, que pode evoluir para comprometimento pulmonar e necessidade de tratamento em UTI.
Bortolheiro também explicou que não existe tratamento antiviral específico nem vacina disponível no Brasil, sendo o atendimento baseado em suporte intensivo. Como forma de prevenção, orientou que ambientes rurais sejam sempre higienizados com limpeza úmida, além do uso de equipamentos de proteção como máscaras e luvas, evitando a suspensão de poeira contaminada.