O envelhecimento populacional e a busca por uma longevidade ativa já são realidades consolidadas no Brasil. Em Londrina, esse cenário é ainda mais evidente. Segundo a assistente social Ana Karina Anduchuka, representante da Secretaria Municipal do Idoso, o município apresenta um índice de envelhecimento superior à média do Paraná e reúne atualmente cerca de 111 mil pessoas idosas.
A especialista destaca que Londrina possui uma estrutura considerada diferenciada no país, com uma rede de atendimento formada pela primeira Secretaria do Idoso do Brasil, além de uma Promotoria de Justiça específica para a pessoa idosa e um Conselho Municipal do Idoso atuante. Ela ressalta que o envelhecimento não pode ser tratado de forma homogênea, já que existem perfis distintos que exigem políticas públicas adequadas às diferentes necessidades.
Entre eles estão os idosos autônomos e independentes, que permanecem ativos e inseridos no mercado de trabalho, e aqueles que demandam cuidados contínuos e especializados. De acordo com Ana Karina, empresas locais têm buscado a Secretaria do Idoso em busca de trabalhadores longevos, valorizados pela experiência, comprometimento, responsabilidade e capacidade de transmitir conhecimento às gerações mais jovens.
Outro desafio apontado pela assistente social é a crescente demanda por cuidadores de idosos, profissão que ainda aguarda regulamentação no Brasil. Ela também alerta para a sobrecarga física e mental enfrentada por familiares responsáveis por pessoas acamadas ou com demências, condição que já possui reconhecimento médico específico.
Entre os avanços recentes, Ana Karina cita a criação da Política Nacional de Cuidados, lançada no fim de 2024, e a promulgação da Rede de Proteção aos Direitos da Pessoa Idosa, medida que permitirá aos municípios acessar recursos federais para fortalecer o atendimento às famílias e à população idosa.