Londrina abriga diversos migrantes, sendo os venezuelanos o maior grupo da cidade. Segundo Taís Paton, coordenadora do Programa de Atendimento aos Migrantes da Cáritas, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, essas famílias recebem suporte essencial, incluindo acesso à educação, emprego e integração cultural. Após o ataque dos Estados Unidos no fim de semana, muitos acompanham a repercussão política e tentam apoiar parentes que permanecem na Venezuela.
Entre os migrantes, está Carlos Bolivar, agrônomo venezuelano que percorreu longa jornada desde Porto Alegre até Londrina, enfrentando enchentes e dificuldades ao buscar revalidar seu diploma na Universidade Estadual de Londrina. Ele compartilha experiências da migração e as incertezas sobre o futuro de seu país, após anos de crise humanitária e econômica.
A recente captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos provocou reações entre os migrantes. Taís destaca que muitos acompanham as notícias pelas redes sociais e celebram a ação, embora o futuro político da Venezuela ainda seja incerto. Carlos afirma que a intervenção não foi uma invasão, mas cumprimento de mandados contra um regime acusado de narcotráfico e violação de direitos humanos.
A Cáritas projeta aumento da migração venezuelana devido à instabilidade política, reforçando a necessidade de apoio contínuo na fronteira e integração local. Com 13 anos de atuação em Londrina, a organização realiza feiras de oportunidades e facilita a inclusão de migrantes de diversas nacionalidades.
Apesar das dificuldades, Carlos mantém a esperança de um país livre e Taís reforça que migrar não é crime, lembrando que os venezuelanos contribuem ativamente para a economia e diversidade cultural do Brasil.