O uso da Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, especialmente no mercado de trabalho. Diante desse cenário, uma pergunta tem ganhado destaque: a IA vai roubar empregos? Para o professor Lacier Dias, empresário e especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, a resposta é não. Segundo ele, a tecnologia não elimina postos de trabalho, mas exige adaptação e preparação de equipes e lideranças para uma atuação integrada com as novas ferramentas.
De acordo com o professor, não existe uma disputa entre humanos e inteligência artificial. O que ocorre, na prática, é a automação de tarefas repetitivas e de análises que envolvem grandes volumes de dados, como a triagem inicial de currículos. Esse processo libera os profissionais para assumirem funções mais estratégicas, criativas e analíticas dentro das organizações.
A IA, explica Lacier Dias, pode ser entendida como uma ferramenta que “negocia tempo”. Atividades que antes demandavam cerca de uma hora podem ser realizadas em 20 ou 30 minutos, permitindo que o profissional direcione seus esforços para aspectos que exigem senso crítico, tomada de decisão e interação humana.
O especialista também compara o receio atual em relação à IA ao medo que surgiu nos anos 1990 com a popularização dos computadores e de ferramentas como o Excel. Na época, temia-se a extinção de diversas profissões, o que não se concretizou. Pelo contrário, essas tecnologias tornaram os processos mais eficientes e ampliaram as possibilidades de atuação profissional.
Lacier Dias destaca ainda que muitos atendimentos realizados hoje via WhatsApp se baseiam mais em automação do que em inteligência artificial propriamente dita. Em situações que exigem a resolução de problemas complexos ou a condução de uma venda consultiva, o fator humano continua sendo indispensável.
A principal mensagem, segundo o professor, é que os profissionais precisam aprender a trabalhar em conjunto com a IA para aumentar a produtividade e focar naquilo que as máquinas ainda não conseguem substituir: a empatia, o julgamento humano e a análise crítica final.