Tarobá Cidade

Saúde mental: psicóloga explica impactos do sono e da alimentação

05 out 2026 às 15:32

Sono, alimentação e saúde mental estão diretamente relacionados, segundo a psicóloga Aline Senegalha. Em entrevista, ela explicou que alterações no bem-estar emocional podem aparecer inicialmente na qualidade do sono e nos hábitos alimentares. Para adultos, a recomendação apresentada pela profissional é de sete a nove horas de sono por noite, mas ela ressalta que a necessidade pode variar de pessoa para pessoa. 


A insônia merece atenção quando passa a ocorrer com frequência, especialmente quando é acompanhada de cansaço ao acordar, irritação e menor disposição. Aline também orientou a reduzir estímulos, como o uso de telas, pelo menos uma hora antes de dormir, como forma de preparar o corpo para o descanso.


A psicóloga explicou ainda a relação entre uma noite mal dormida e a chamada fome emocional. Segundo ela, enquanto a fome física tende a aumentar gradualmente e pode ser satisfeita com diferentes alimentos, a fome associada à ansiedade aparece de forma repentina e costuma estar ligada ao desejo por alimentos específicos e de sabor mais intenso. 


A busca por esse tipo de comida pode proporcionar uma sensação momentânea de prazer e conforto, mas, de acordo com Aline, pode ser seguida por culpa e alterações no humor. Para identificar esse comportamento, ela destaca a importância do autoconhecimento, observando mudanças nos próprios hábitos e na relação com a alimentação.


Durante a entrevista, Aline também destacou a importância de cuidar da saúde mental, especialmente diante de rotinas com múltiplas responsabilidades. Segundo ela, sono e alimentação adequados são essenciais para o corpo e a mente, mas não garantem, sozinhos, a saúde mental. Quando alterações acontecem com frequência, a orientação é buscar acompanhamento profissional. 


A psicoterapia, explicou, pode ajudar a identificar pensamentos, preocupações e situações que estejam relacionados à insônia ou a mudanças de comportamento, sendo que, em alguns casos, pode ser necessário acompanhamento conjunto com outros profissionais.

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