Moradores do Jardim Santa Rita, em Londrina, realizaram uma manifestação pacífica para pedir que duas praças públicas do bairro sejam preservadas. A mobilização ocorre após a apresentação de um projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo, que prevê a desafetação das áreas para futura venda e destinação à construção de empreendimentos habitacionais.
O protesto reuniu moradores nas áreas verdes localizadas entre as ruas Oseias Furtoso e Frida Bleinroth, utilizadas diariamente pela comunidade para caminhadas, lazer e convivência.
Comunidade defende manutenção da área de lazer
Segundo o presidente da associação de moradores, Toninho, a população tomou conhecimento da proposta há cerca de 15 dias e passou a se mobilizar para impedir a mudança de destinação das áreas.
Ele afirma que a comunidade não é contra investimentos no bairro, mas entende que as praças devem ser preservadas e revitalizadas, recebendo melhorias como pista de caminhada, quadra esportiva, campo de bocha e um espaço destinado à realização de feira livre.
De acordo com o líder comunitário, as áreas já contam com arborização e são bastante utilizadas por moradores de diferentes faixas etárias, além de pessoas que passeiam com animais de estimação.
Moradores criticam possível mudança de uso
Quem vive no bairro há décadas também demonstra preocupação com a proposta. Um dos moradores afirmou que adquiriu o imóvel acreditando que os terrenos permaneceriam como áreas de lazer permanentes e disse se sentir frustrado com a possibilidade de alteração da destinação.
Segundo ele, a praça representa um importante espaço para caminhadas, convivência entre vizinhos e qualidade de vida da população.
Projeto deve ser analisado pela Câmara
Os moradores informaram que pretendem acompanhar a tramitação do projeto na Câmara Municipal de Londrina, que retomou as sessões legislativas após o recesso parlamentar.
A comunidade pede que a proposta não seja aprovada e reforça que a principal reivindicação é a revitalização das praças, e não a substituição das áreas verdes por novos empreendimentos habitacionais.
Até o momento, o Executivo ainda deverá apresentar e defender oficialmente a proposta durante sua tramitação no Legislativo.