O processo de envelhecimento da pele vai muito além das rugas e da perda de colágeno visíveis na superfície, iniciando-se em nível celular e estando diretamente ligado a alterações hormonais e metabólicas. Em bate-papo no programa, a médica Dra. Ana Cláudia Navarro e a nutricionista Vivian Munhoz alertaram que fatores como o excesso de estresse alteram os níveis de cortisol, prejudicando o processo inflamatório natural e a regeneração tecidual. Além disso, o consumo elevado de açúcares desencadeia a glicação, um fenômeno no qual a glicose se une às fibras de colágeno e elastina, enrijecendo a estrutura da pele e resultando em flacidez cutânea e muscular.
Para otimizar os resultados de tratamentos estéticos e bioestimuladores de colágeno, a rotina de cuidados exige um equilíbrio interno que envolve uma boa qualidade do sono - fundamental para a liberação do hormônio do crescimento (GH) - e a regulação de taxas como a insulina. Na fase da pré-menopausa e menopausa, a queda acentuada do estrogênio acelera a perda de elasticidade, tornando indispensável a avaliação laboratorial preventiva. Estratégias nutricionais focadas em hidratação adequada e na inclusão de sementes funcionais atuam como aliadas na saúde hormonal, garantindo uma abordagem integrada para manter a vitalidade e firmeza da pele.