Em entrevista sobre saúde feminina e atividade física, a educadora física e empresária Rô Clivati esclareceu as principais dúvidas sobre a prática da musculação durante o período menstrual. De acordo com a especialista, a necessidade de reduzir a intensidade dos exercícios varia conforme a individualidade biológica de cada mulher. Ela destaca que sentir sintomas intensos pede apenas a adaptação do treino - seja pela diminuição de cargas, redução do volume de séries ou pela troca momentânea por atividades aeróbicas -, enfatizando que a manutenção da constância nos treinos é o verdadeiro segredo para atingir resultados duradouros de saúde e bem-estar.
A profissional ressaltou que a prática de exercícios de força ganha um papel vital em todas as fases da vida, sendo uma aliada indispensável no combate à perda gradual de massa muscular entre os 35 e 55 anos, fase fortemente marcada pela transição para a menopausa. Além de enfatizar que o muscular é o principal estoque de saúde do corpo, Rô desmistificou a ideia de que treinar na exaustão diária traria mais ganhos. O processo de recuperação muscular e o descanso adequado são tão fundamentais para o desenvolvimento corporal quanto o esforço físico em si.
Para as mulheres que acreditam ser tarde para começar após os 40 anos, a mensagem é direta: não há limite de idade para iniciar a prática da musculação. Diante do aumento da expectativa de vida, adotar o movimento e o fortalecimento físico em qualquer momento garante longevidade com qualidade, mais disposição, melhora na rotina do sono e autonomia no envelhecimento. Mais do que focar na mudança estética pontual, investir em hábitos saudáveis no dia a dia é a chave para transformar a saúde integral.