A saúde auditiva na infância desempenha um papel determinante no desenvolvimento cognitivo, na socialização e na alfabetização das crianças. Diferente do que muitos pensam, a perda auditiva não afeta apenas os idosos e pode estar presente desde o nascimento. Durante o programa Vitrine Revista, a fonoaudióloga Michele Vieira, da Telex, ao lado da mãe Paula Corrêa e de sua filha Lis Lima, de 10 anos, alertou para a importância de os pais ficarem atentos aos sinais de alerta. Falta de reação a barulhos fortes, ausência de resposta ao ser chamada e atrasos na fala são indícios de que é necessário buscar um diagnóstico precoce. O ideal é que a reabilitação auditiva ocorra nos primeiros meses de vida, evitando prejuízos no aprendizado e garantindo mais segurança aos pequenos.
Graças aos avanços tecnológicos, exames como o teste da orelhinha e avaliações específicas permitem identificar perdas leves, moderadas ou profundas ainda na fase neonatal. Além do uso dos aparelhos auditivos, dispositivos de auxílio como microfones de transmissão direta para professores facilitam a inclusão escolar das crianças diagnosticadas. Superar o preconceito e realizar uma avaliação audiológica preventiva é fundamental para garantir qualidade de vida desde a primeira infância, prevenindo que problemas de audição sejam erroneamente confundidos com dificuldades de atenção ou aprendizagem.