As variadas tonalidades da primavera - que vão do amarelo e terra-cota ao rosa, roxo e branco - prometem colorir a casa e os jardins com o início dos dias mais quentes. Durante um bate-papo com Cris Zanluchi, do Estação Garden, foram destacadas as principais técnicas de cultivo para manter a espécie saudável e viçosa. Por ser uma planta trepadeira e pendente, ela necessita de pelo menos quatro horas diárias de sol direto, regas regulares e adubação constante para garantir florações intensas que podem ocorrer até três vezes ao ano, estendendo-se durante os meses de verão.
Uma das grandes curiosidades reveladas sobre a espécie é que a parte colorida, frequentemente confundida com a flor, é na verdade formada por brácteas - folhas modificadas que protegem a verdadeira flor da primavera, que é a estrutura miúda e delicada localizada em seu interior. As folhagens também apresentam diversidade, variando entre o verde tradicional e a versão variegata, marcada por manchas amareladas e esbranquiçadas, existindo ainda formatos arbustivos que formam copas no paisagismo.
Além do apelo ornamental, a primavera se destaca por ser uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), sendo totalmente comestível e rica em propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Ao retirar a pequena flor interna, as brácteas podem ser utilizadas para preparar águas aromatizadas ou chás digestivos, ganhando um toque extra de sabor ao receber gotas de limão fresco. O ingrediente versátil também é ideal para a gastronomia decorativa, unindo beleza visual, refrescância e benefícios para a saúde de forma simples e natural.