A adoção tardia é um tema que merece cada vez mais espaço e conscientização. Para entender como funciona esse processo, quais são os passos para iniciá-lo e a importância de uma rede de apoio e de informação, o Vitrine Revista recebeu a empresária Cris Abade, a psicóloga Deborah Frasson e a analista de Educação em Saúde do Sesc PR, Maria Fernanda Pansanato.
As convidadas destacaram que a adoção tardia não está relacionada apenas à idade. Ela engloba crianças com mais de 8 anos, grupos de irmãos, adolescentes e também crianças com condições específicas.
Uma realidade enfrentada por jovens que vivem em abrigos, casas-lares ou instituições de acolhimento é o desequilíbrio entre o perfil desejado por quem pretende adotar e o perfil das crianças e adolescentes que aguardam por uma família. Nesse sentido, a adoção tardia busca incentivar mais pessoas a oferecerem uma oportunidade para esses jovens.
Atualmente, algumas ferramentas e iniciativas já atuam na conexão e no compartilhamento de informações para quem deseja ingressar nesse processo. Existem aplicativos que aproximam crianças dos pretendentes habilitados à adoção, além de grupos de apoio, como o oferecido pelo Sesc PR, que promovem informação, troca de experiências e suporte para as famílias e para as crianças.
O grupo de apoio à adoção se reúne mensalmente, às quintas-feiras, no Sesc Londrina Centro, das 19h30 às 20h30. O espaço é aberto tanto para pretendentes à adoção quanto para seus familiares. O próximo encontro será realizado no dia 23 de julho de 2026.