O diagnóstico do Alzheimer está cada vez mais preciso e precoce, ampliando as possibilidades de tratamento e de preservação da autonomia dos pacientes. O neurologista Fábio Porto explica que a identificação da doença pode ocorrer ainda nos primeiros sinais de esquecimento leve de fatos recentes, quando as intervenções tendem a ser mais eficazes.
Segundo o especialista, a atenção deve estar voltada à chamada regra dos três “P’s”: perda de memória persistente, progressiva e que começa a comprometer a funcionalidade. Exames de sangue, líquor e de imagem também passaram a auxiliar na identificação de biomarcadores da doença, tornando o diagnóstico mais ágil e seguro.
Duas novas medicações aprovadas pela Anvisa já podem desacelerar a progressão do Alzheimer, proporcionando mais tempo de autonomia e qualidade de vida. Apesar dos avanços, o acesso ainda é restrito à rede privada, enquanto entidades como a Abraz e o Instituto Não Me Esqueças defendem políticas públicas que ampliem o atendimento e também ofereçam suporte às famílias.