Hoje é um dia de informação, empatia e, acima de tudo, respeito. No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, abrimos espaço para falar sobre inclusão, compreensão e acolhimento das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Para abordar o tema, o Vitrine Revista recebe Jacqueline Jovanovich, educadora há 13 anos e especialista em TEA; Mônia Uhdre, educadora há 25 anos e psicopedagoga; e Rosangela Riedo, educadora há mais de 30 anos, psicopedagoga, diagnosticada na vida adulta com TEA e mãe de dois autistas.
Rosangela Riedo compartilha que foi diagnosticada com TEA há apenas dois anos e meio, após o diagnóstico de seus filhos. Antes disso, ela se sentia como um “peixe fora d’água” e percebia diferenças em si mesma que não eram compreendidas. Relatos como esse são comuns entre mulheres, já que o diagnóstico pode ser mais complexo. Muitas desenvolvem o chamado masking (camuflagem social), ao imitar comportamentos considerados típicos para serem aceitas socialmente.
Já Jacqueline Jovanovich destaca que a prevalência do autismo aumentou de 1 em cada 100 pessoas para 1 em cada 36, segundo dados recentes. Esse crescimento está relacionado ao maior acesso à informação e aos avanços científicos, e não necessariamente a um aumento real de casos. Quanto mais cedo a criança for diagnosticada e iniciar as intervenções terapêuticas, maiores são as chances de desenvolvimento e autonomia no futuro.
Muitas famílias passam por um período de choque ou negação ao receber o diagnóstico, questionando-se sobre o que poderiam ter feito de diferente. Apesar das campanhas de conscientização, o preconceito e o bullying ainda são desafios reais, especialmente na transição para a universidade e o mercado de trabalho.
Nesse contexto, não apenas a pessoa com TEA precisa de apoio, mas também os pais e cuidadores, que enfrentam angústias e incertezas sobre o futuro e a autonomia de seus filhos.