Vitrine Revista Londrina

Entenda como a violência contra animais pode ser um alerta para agressividade extrema

30 jan 2026 às 16:36

O caso recente da agressão e morte do cão Orelha chamou atenção para a agressividade extrema de adolescentes, que pode revelar comportamentos preocupantes. No litoral de Santa Catarina, quatro adolescentes são investigados pelo envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, atacado de forma brutal na Praia Brava, em Florianópolis. O caso chocou o país pela violência com que o animal foi agredido e posteriormente precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.


No Vitrine Revista de hoje, a psicopedagoga Fernanda Passarelli explica mais sobre o comportamento de adolescentes e como é possível identificar sinais de alerta relacionados à agressividade extrema. A profissional destaca que atos violentos contra animais podem revelar falta de empatia, ética e civilidade, além de indicar um possível adoecimento emocional dos jovens.


A especialista afirma que frases como “homem não chora” ou “seja forte” podem prejudicar a alfabetização emocional dos meninos, contribuindo para que, no futuro, se tornem adultos que recorrem à agressividade para resolver conflitos. Ela lembra que a família é o primeiro núcleo social e deve ensinar empatia e respeito; o comportamento dos pais funciona como espelho para os filhos, e ações valem mais do que palavras.


Outro ponto importante destacado pela psicopedagoga é o impacto do consumo de conteúdo violento, misógino e de grupos que enaltecem crueldade nas redes sociais, que pode influenciar negativamente os jovens. Mesmo que pareça trivial, ela explica que a agressividade contra animais deve ser vista como um sinal de alerta: a violência direcionada hoje a um animal pode, no futuro, se manifestar contra pessoas, incluindo mulheres ou outras vítimas em contextos de brigas ou impulsos de raiva.


Assista ao vídeo e entenda mais!